Sumário Econômico 1537

Reforma tributária - A Câmara dos Deputados (CD) instalou mais uma Comissão Especial de Reforma Tributária. Promete-se, caso a reforma seja aprovada: “crescimento econômico; neutralidade na competitividade; geração de empregos; aumento de salários; redução da tributação de itens essenciais às famílias mais pobres; justiça fiscal; desenvolvimento sustentado; distribuição de renda e riqueza; equilíbrio entre trabalho e capital; fim da guerra fiscal; desoneração da exportação; desburocratização; simplificação fiscal”. Se uma simples “reforma tributária” tem o condão de promover tantos benefícios sociais e econômicos, como se fora um plano de salvação nacional, basta aprová-la para o País viver o melhor dos mundos. Há três fatores, hoje, que desacreditam a intenção de reforma: Eleição de novo presidente, novos governadores, deputados e senadores; fim de governo; e a mais grave crise fiscal do Estado brasileiro. Se empresas fossem, a União Federal e alguns estados já teriam pedido falência. O Brasil, definitivamente, não é para amadores.

Paralisações de maio provocam queda histórica no setor de serviços - Volume de receitas do setor recuou 3,8% em maio – pior resultado mensal em mais de sete anos. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima prejuízo do setor em R$ 2,2 bilhões e projeta queda de 1,3% em 2018. Assim como a indústria e o comércio varejista sofreram com as paralisações em maio, o setor de serviços registrou queda expressiva de atividade na comparação com o mês anterior. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada em 13/06 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de receitas do setor de serviços recuou em maio 3,8% na série com ajuste sazonal. Essa foi a maior queda no indicador desde o início dos comparativos mensais em 2011, e representou, segundo cálculos da CNC, uma perda de R$ 2,2 bilhões de receitas para o setor.

O ICF de julho cai 1,8% - Segundo a pesquisa da CNC, as famílias brasileiras reduziram sua intenção de gastos em julho (1,8%) ante ao mês de junho devido principalmente às condições de consumo (-3,9%) e ao momento para a compra de duráveis (-3,9%). Todos os sete subíndices que compõem o ICF caíram, denotando a cautela dos consumidores quando se depararam com a conjuntura desfavorável, ainda reflexo da paralisação dos caminhoneiros e do aumento dos preços. Na esteira dos fatos, contribuíram para forjar as percepções de que houve deterioração da realidade o mercado de trabalho desaquecido, as novas regras dos planos de saúde, o encarecimento do dólar e os orçamentos familiares apertados com dívidas.

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