Serviços têm receita proporcional à evolução do emprego no setor

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (22) pelo IBGE, mostram que a receita nominal do setor de serviços caiu 0,6% em novembro, na comparação com outubro – primeira retração mensal em seis meses. Na análise relativa de novembro de 2012, a alta de 8,6% representou uma desaceleração em relação à variação anual de outubro (+8,9%).

 

Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirma que o crescimento mais modesto do setor em 2013 se refletiu na evolução do emprego no setor terciário. “Assim como a receita nominal dos serviços apresentou um ritmo de crescimento ligeiramente mais fraco ao longo de 2013, passando de uma alta de 10%, em 2012, para 8,6% no ano passado, a variação do emprego nesses setores registrou crescimento menor no acumulado do ano passado – de +3,4% – do que em 2012 – de 4,4%” –, explica o economista. “Podemos dizer que de cada quatro vagas criadas, três ocorreram no setor de comércio e serviços”, ressalta Bentes. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, foi criado 1,1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada em 2013 no Brasil, uma queda de 18,6% na comparação com o total de 1,3 milhão de empregos criados em 2012, na série ajustada até novembro, e é o pior resultado em dez anos. O setor de serviços apresentou o maior aumento no número de empregos, com abertura líquida de 546.917 postos. No comércio, foram abertas 301.095 vagas e, na indústria de transformação, 126.359.

 

“O setor de serviços, pesquisado mensalmente pelo IBGE, responde por mais 1/3 de todo o valor adicionado gerado na economia brasileira”, contextualiza Bentes. Segundo o economista, a PMS ainda não conta com um deflator específico, tampouco com ajustamento sazonal. “Utilizando-se a inflação dos serviços do IPCA acumulada nos últimos 12 meses (8,6%) como deflator da receita nominal de serviços, o setor apresentaria estagnação em 2013”, pontua.

 

 

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